Primeiro satélite do Brasil completa 19 anos na ativa
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 |
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Há 19 anos, a previsão do tempo, o monitoramento das bacias hidrográficas e outras diversas aplicações relacionadas à geografia brasileira são transmitidas pelo SCD-1, o primeiro satélite brasileiro. A data foi comemorada no último dia 9 de fevereiro.
De 1993 para cá, o satélite tupiniquim já deu mais de 100 mil voltas ao redor da Terra, percorrendo cerca de 4,5 bilhões de quilômetros – o que corresponde a 5.910 viagens de ida e volta à Lua. O SCD-1, porém, ainda é uma criança se comparado aos outros de sua “espécie”. O mais antigo satélite em funcionamento, o norte-americano Vanguard-1, passeia ao redor da Terra desde 1958.
O lançamento, pelo foguete americano Pegasus, em 1993, marcou o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, posteriormente renomeado para Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda). O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem as informações ambientais recebidas de várias plataformas de coletas de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.
Fundamental para energias renováveis
Graças ao SCD-1 – e seu co-irmão SCD-2, lançado em 1998 –, instituições governamentais e privadas desenvolvem diversas aplicações e pesquisas em diferentes áreas – não só climáticas e meteorológicas, como de estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.
O satélite capta os sinais das PCDs e envia à estação de recepção e processamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), localizado em Cuiabá, no Mato Grosso. Em seguida, os dados são transmitidos para o centro regional do instituto no nordeste, localizado em Natal, no Rio Grande do Norte, onde são processados e distribuídos aos usuários pelo
site do Inpe.
Depois, os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste – o centro regional da instituição de pesquisa, localizado em Natal (RN) –, onde são processados e distribuídos aos usuários a partir do site.
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