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Os objetos do cotidiano são importantes registros da memória social. Muito se pode apreender a respeito da história, compreendendo os significados e as mudanças ocorridas nos artefatos produzidos pela sociedade. Tendo em vista isso, museus brasileiros estão proporcionando acesso on line a parcelas importantes de seus respectivos acervos.
O Museu de Artes e Ofícios foi um dos pioneiros. Localizado em Belo Horizonte, essa instituição abriga extraordinária coleção de instrumentos e utensílios referentes ao mundo do trabalho da antiga sociedade brasileira. Através da busca no acervo disponível na internet, é possível visualizar uma quantidade admirável de objetos relativos a segmentos sociais que viveram nos séculos XVIII ao XX. A pesquisa através do termo ‘tropeiros” , por exemplo, retorna imagens de objetos que caracterizavam essa atividade comercial, na qual mulas e cavalos transportavam mercadorias em regiões onde a navegação marítima e fluvial não era possível.
Até recentemente, quem se arriscava a estudar o tema enfrentava enormes dificuldades terminológicas. Ao ler os documentos de época, como testamentos e inventários post-mortem, o pesquisador invariavelmente deparava com expressões não mais comuns a nosso cotidiano, como “alforge” ou “canastra” – para citarmos apenas dois exemplos. Atualmente, através do site do Museu de Artes e Ofício, é possível não só a visualização desses objetos, como também a leitura de verbetes explicativos que os contextualizam.
Outra iniciativa de grande importância coube ao Museu da Casa Brasileira. Localizada na cidade de São Paulo, essa instituição, na década de 1970, procedeu a um detalhado levantamento de transcrições de trechos de documentos arquivísticos e bibliográficos, a respeito da cultura material no passado brasileiro. Ao todo foram elaboradas aproximadamente 28 mil fichas, com transcrições de época.Trata-se de um acervo excepcional e único. Melhor ainda, complementar ao do Museu de Artes e Ofícios. Para perceber isso, basta retornar ao exemplo anterior. No site do Museu da Casa Brasileira, a “busca livre” pela palavra “tropeiro” resulta em 11 citações. A esses registros somam-se dezenas de outros, que retornam a partir da busca de palavras, como “alforge”, “canastra” etc.
O dois sites também apresentam recursos que permitem aos professores do ensino fundamental e médio promoverem ações educativas. Na página “Navegue pela obra de Gilberto Freyre”, do Museu da Casa Brasileira, os ambientes da casa grande e senzala, com os respectivos objetos, são reproduzidos e referidos a textos de época.
















































































