Sai catálogo com obras do Aleijadinho

Entre as décadas de 1930 e 1970, pensou-se muito na hipótese de o escultor Aleijadinho não ter existido. Os partidários dessa idéia atribuíam a autoria de suas obras a vários escultores anônimos. A te

Roberto Kaz

  • Aleijadinho – Catálogo Geral da Obra é fruto de uma pesquisa de mais de 30 anos feita pelo historiador e advogado Márcio Jardim. O livro inclui descrições detalhadas e as reproduções de 425 esculturas do artista mineiro – número muito maior do que as 163 obras contadas na primeira catalogação, de 1951. Na nova publicação, Jardim afirma peremptoriamente que as peças foram feitas pelo Aleijadinho – e por ninguém mais.

    Em relação à obra do Aleijadinho, Márcio Jardim diz que “nunca antes a escultura sacra no Brasil havia incorporado tamanho brilho e nunca mais voltou a incorporar”. No catálogo, ele explica que o artista “recebeu um acervo completo do barroco português, italiano e alemão, mas o ampliou de forma pessoal”, esculpindo anjos e santos “com uma certa brejeirice mineira”.

    Antônio Francisco Lisboa – o Aleijadinho – recebeu este apelido por ter perdido partes do corpo em conseqüência da lepra. Começou sua carreira como marceneiro e escultor de pequenos santos domésticos. Com o tempo, as encomendas aumentaram e ele acabou sendo chamado para fazer algumas das esculturas mais importantes de Minas Gerais, em cidades como Ouro Preto e São João del-Rei. Para quem quiser mais informações sobre o catálogo, é possível contatar o autor pelo e-mail marcio.jardim@hotmail.com.

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