Para onde estamos indo?

História de Isabel Minhós pode servir de inspiração para refletir sobre os caminhos que seguimos

Roberta Souza e Agnes Alencar

  • André Sandoval / Siga a Seta!Siga a seta!
    Isabel Minhós Martins; ilustrações de Andrés Sandoval
    32 páginas, R$ 35
    Editora Companhia das Letrinhas


     

    Uma cidade e suas setas. Setas pra todos os lados e em todos os cantos. Nesta cidade, em meio a tantas sinalizações e entre seus moradores, havia em especial um menino, que como os outros não ousava se desviar das setas e seguia sempre seu caminho. E todos os dias pareciam-lhe ser os mesmos. Os mesmos entre tantas setas.

    Eis que um dia lhe vem um pensamento: o que há nos espaços entre as setas?  Entender a cidade a partir de outra perspectiva. Movido pela curiosidade, o menino embarca em uma grande aventura através de pequenas e grandes descobertas, entre espaços nunca antes explorados, experimentando as sensações que o novo lhe causa e causará aos demais, quando também resolve mudar algumas setas de lugar.

    Siga a seta! convida-nos à reflexão sobre o quanto vivemos sob regras e rotinas, formatados pelos tais sentidos obrigatórios, e sobre o papel que estas regras acabam assumindo em nossa realidade cotidiana. Simplesmente seguindo pela direção contrária ao conhecido, entreolhar por entre as “setas” pode ser surpreendente.

     

    Roberta Souza é assistente de pesquisa iconográfica na Revista de História da Biblioteca Nacional.

     

    Atividade proposta:

    Para onde estamos indo?

    Andrés Sandoval / Siga a Seta!

    por Agnes Alencar

     

    Siga a Seta! é um convite para pensar e refletir sobre que setas seguir e quais ignorar. Trata-se também de tornar-se capaz de rejeitar indicações que não nos levam a lugar nenhum, de criticar os caminhos que o mundo toma e de maneira livre pensar por nós mesmos. Portanto, o livro abre espaço para refletirmos sobre quando seguir e quando não seguir setas. Não se trata é claro de tornar-se um rebelde a toa, mas de pensar a razão das coisas. Esta atividade, sugerida para crianças entre 10 e 11 anos, propõe um exercício de atividade crítica.

     

    O objetivo da atividade é levar a criança a reconhecer algumas setas com as quais lidamos rotineiramente.

     

    Primeira Etapa

    Ler o livro em conjunto com o grupo e conversar sobre o tema. Perguntar a eles com que frequência eles encontram setas, quais foram as ultimas setas que eles encontraram, se viram alguma no trajeto que fizeram.

    Em um segundo movimento cabe levar as crianças a refletirem sobre setas invisíveis, aquelas que ficam escondidas em comerciais, em brinquedos, filmes, séries, em jornais e revistas.

     

    Segunda Etapa

    Preparar materiais diferentes como vídeos do youtube, filmes, propagandas e perguntar se existem “setas” que os alunos identificam nestes materiais. Pedir que elaborem cartazes com as setas que identificaram.

     

    Terceira Etapa

    Agora é hora de ‘trocar’ as setas. O grupo deve construir novas setas, trocando as palavras de ordem que considerem que precisam ser trocadas. Após conversar sobre essas novas setas é hora de fazer novas setas, com as novas ordens. Quando tudo estiver pronto sugiro fazer uma exibição destas setas no espaço que tiver.

     

    Conclusão

    Para concluir a atividade é importante conversar com as crianças sobre a relevância de sempre pensar antes de seguirmos setas. Não é uma questão de rebeldia, importante pontuar, mas de refletir critica e ativamente sobre os caminhos. 

     

    Agnes Alencar é pesquisadora da Revista de História da Biblioteca Nacional. 

     

    Saiba Mais

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