Fortificação aos pedaços

Há três anos fechado, Forte de São Marcelo, em Salvador, terá licitação para reformas. Expectativas do Iphan/BA é que o local seja reaberto em 2016

Déborah Araujo

  • Planta do Forte São Marcelo desenhada em 1758 pelo engenheiro militar José Antônio Caldas (Domínio Público)Um guerreiro em desgaste. Construído para proteger a capital baiana em meados do século XVII, o Forte de São Marcelo, hoje, é quem precisa de proteção dos efeitos do desgaste natural e do abandono. Mesmo com manutenção periódica do Iphan, o monumento não conta com administração local e está fechado desde 2011. A situação pode mudar. Na próxima semana, um edital de licitação que visa viabilizar a restauração deste símbolo da Baía de Todos os Santos será publicado no Diário Oficial da União.

    A licitação se refere apenas à primeira (de duas) etapa do projeto de revitalização. Para esta fase está prevista a recomposição das paredes da muralha, a retirada dos fungos, a impermeabilização e estabilização da construção, localizada em um banco de recifes a 300 metros da costa. Para tanto, é necessária “uma empresa especializada em obras de estruturas subaquáticas”, segundo Bruno Tavares, coordenador técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional da Bahia (Iphan/BA).

    Terminada esta fase, um novo processo burocrático será aberto. Só então será reestruturado o interior do forte, para que receba um museu sobre a história de Salvador. A expectativa é que o projeto seja concluído em 18 meses e que o público já possa visitar o monumento no início de 2016.

    O projeto integra o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas e o custo total das mudanças ainda não foi revelado. “Posteriormente às intervenções, o Iphan deve passar a administração do Forte para a iniciativa privada a partir de outro edital”, acrescenta Bruno Tavares.

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