Na virada do século XIX para o XX, ele foi considerado um dos maiores historiadores do Brasil. Desde que saiu de sua terra natal, Maranguape, no Ceará, Capistrano nutria o desejo de escrever obras que refletissem sua paixão pela História brasileira. Em 1875, chegou à corte Imperial e trabalhou como redator da Gazeta de Notícias. Logo depois entrou para os quadros da Biblioteca Nacional, de onde só saiu para ingressar, por concurso, no tradicional Imperial Colégio de Pedro II, em 1883.
Sua reputação já era grande para a época: o Imperador em pessoa estava lá para assistir a defesa de sua tese intitulada Descobrimento do Brasil. Seu desenvolvimento no século XVI.
Após abandonar o magistério, dedicou-se quase que exclusivamente à pesquisa e à escrita da História, publicando em 1907, os Capítulos de História Colonial, obra que o consagraria definitivamente entre os grandes nomes da historiografia. Mas nada foi à toa. Se Capistrano foi muitas vezes acalentado como uma espécie de “precursor” do historiador moderno, talvez mais importante tenha sido o fato de nunca ter abandonado suas raízes e ter projetado em sua obra este sentimento de brasilidade, tão maltratado hoje em dia.
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