Há 200 anos, a família real portuguesa transferiu-se para o Brasil, num contexto histórico complexo envolvendo guerras, conquistas, mercados e pessoas.
Para ajudar o leitor a ter uma compreensão ampla desse momento histórico, suas repercussões, nuances e conseqüências, reunimos num dossiê online o vasto conteúdo sobre o tema já publicado na Revista de História da Biblioteca Nacional desde o seu lançamento, há pouco mais de dois anos.
Além da edição especial de janeiro (n. 28), que trata exclusivamente do tema, incluímos diversos artigos publicados em edições anteriores. Tudo na íntegra. Boa leitura.
1808 - a Corte chegou!
Uma guinada no destino do Brasil
(edição especial - janeiro de 2008 - n. 28)
O outro lado de 1808
Em contraste ao luxo da Corte, a população do Rio no período joanino sofria com a precariedade urbana, carências e opressão. Conheça a dura realidade dos que não foram convidados para a festa
O dia em que Portugal fugiu para o Brasil, por Lilia Moritz Schwarcz
Momentos dramáticos marcaram os preparativos de um acontecimento inédito: a transferência em peso de uma casa real européia, a bordo de 15 navios, para o continente americano
Com os pés no mar - Entrevista com Kenneth Light
Pondo ordem na Casa - Santiago Silva de Andrade
Experiência inédita na história ocidental, a acomodação de uma Casa Real européia em território colonial foi permeada de intrigas, desordens e falta de recursos financeiros
Esqueceram o gelo - Marcello Scarrone
Biblioteca, móveis, roupas. Na sua vinda ao Brasil a Corte trouxe muitas coisas, mas não a... Real Fábrica de Gelo!
Herança de um príncipe musical - Lorenzo Aldé
Documentos raros de música sacra compunham a Real Biblioteca de D. João VI. O acervo cresceu e hoje tem 220 mil peças
Da polícia do rei à polícia do cidadão - Ana Paula Miranda e Lana Lage
Concebida a partir de um modelo autoritário, desde os tempos de D. João VI a polícia desperta medo e desconfiança na população
Perfeita união - Maria de Lourdes Viana Lyra
Jóia de valor inestimável, o colar da imperatriz simbolizou o ideal de realização de um Império brasileiro rico, glorioso e imponente
No mundo do faz-de-conta - Carlos Roberto de Souza
O teatro e o cinema continuam encantando o público
O Brasil e seus nomes - José Murilo de Carvalho
O longo debate em torno dos muitos nomes que teve o país pode ser lido como indicação da insegurança sobre nossa identidade e das frustrações de nossos sonhos.
Outorgada sim, mas liberal - Andréa Slemian
Dissolvida por D. Pedro I, a Assembléia de 1823 serviu de base para os polêmicos avanços liberais da Constituição outorgada de 1824
Polícia para quem precisa - Francis Albert Cotta
Imagens produzidas por Rugendas e Debret abrem caminho para uma nova leitura da variada atuação dos policiais no cenário social do século XIX
Um brado na imprensa brasileira - Ana Brancher
O polêmico jornal Ostensor Brasileiro fez campanha pela democratização das políticas educacionais do Império e apresentou as paisagens brasileiras através de suas gravuras
Imprensa Oficial Clandestina - Fábio Pedrosa
A impressão autorizada pelo bispo e proibida pelo rei
Luzes da ribalta - Amara Silva de Souza Rocha
A chegada da energia elétrica no Rio de Janeiro foi recebida de modo contraditório, entre o encanto com a novidade e os protestos da população
Que rei serei eu? - Robert Daibert Júnior
Uma educação voltada mais para o estudo da política e das ciências e menos para a religião, segundo reforma do ensino em Portugal, marcou a infância de D. Pedro II