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| 14/04/2009 |
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| Saiu o dinheiro, ficou o mato |
| No Rio Grande do Sul, banco descuida de prédio tombado, leva multa e abandona a cidade. Envie também sua sugestão de 'patrimônio em perigo'. |
| Juliana Barreto Farias |
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Quem sai por último costuma, pelo menos, fechar a porta. Mas nem isso fizeram no prédio abandonado na esquina da Rua 7 de Setembro, bem no centro de Cachoeira do Sul, cidade gaúcha do Vale do Jacuí. Quando a agência bancária que funcionava ali foi transferida para o município vizinho, em outubro de 2008, portas e janelas ficaram escancaradas. E rapidamente o mato tomou conta do pátio. 
Construído em 1924 para abrigar um ponto comercial, o edifício é tombado pelo Patrimônio Histórico-Cultural do Município desde 1989. De acordo com a legislação local, imóveis desse tipo são isentos do pagamento do IPTU. É uma forma de incentivar sua preservação. “Mas uma vistoria feita em março de 2008 mostrou a grave situação de degradação geral do prédio, maquiada por forros de gesso, pinturas e intervenções inadequadas”, informa Telmo Padilha Cesar, gerente de projetos da Defender, associação civil que luta pela preservação do patrimônio histórico da região.
Depois de uma denúncia feita pelo Conselho Municipal, o banco foi multado e, na surdina, deixou a cidade. O prédio até já foi lacrado, mas o caso continua emperrado nos corredores da burocracia. Enquanto isso, a instituição bancária segue prometendo “melhor atendimento aos clientes”, agora em outra cidade.
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