No ano de 2009, foram lembrados os 100 anos da morte de Affonso Augusto Moreira Penna, o sexto presidente da República do Brasil. Mineiro de Santa Bárbara, esse personagem ainda é pouco estudado pela historiografia brasileira. Pouco se fala, por exemplo, de sua dedi cação à diplomacia. Informações enviadas pelo seu bisneto à redação da RHBN, indicam que o presidente manteve ligações com a China Imperial a ponto de sua morte ser amplamente difundida naquele país.
A história ensina que muito antes da Revolução Chinesa, o Brasil já se comunicava com aquela potência. O Museu Imperial Chinês preserva inclusive o comunicado oficial da morte de Penna, emitido no dia 21 de junho de 1909 pelo governo brasileiro: “Sua Excelência o Dr. Affonso Penna, faleceu no Rio de Janeiro. No mesmo dia o Vice-Presidente Sua Excelência o Dr. Nilo Peçanha, foi empossado no Poder Executivo, que deve conservar até 15 de novembro do próximo ano, data na qual devia expirar o período presidencial de Sua Excelência”.
Penna trabalhou como advogado, deputado, senador e governador de Minas Gerais, presidente do Banco do Brasil e Ministro da Guerra, da Ag ricultura e Obras Públicas, e da Justiça. Ele foi um dos mais importantes remanescentes do Império do Brasil a ter papel atuante na República. No II Reinado, foi Conselheiro do Império e membro do Gabinete Imperial de D. Pedro II. Talvez esta experiência com o Imperador tenha feito com que Affonso Penna resguardasse algumas das boas políticas do período imperial.
Enquanto governador de Minas Gerais foi responsável pela mudança da capital mineira, de Ouro Preto para a Freguesia do Curral D’El rei, a atual Belo Horizonte. Já como presidente, ainda que inserido na conhecida política do café com leite, concretizou planos de abrangência nacional, como a ligação por meio de telégrafos entre a Amazônia e o Rio de Janeiro, o incentivo à criação de ferrovias e a modernização do exército e da marinha.
Debilitado por uma pneumonia, Affonso Penna se recusou a seguir a orientação médica, que recomendava repouso, para continuar trabalhando. Morreu com 61 anos. |